Monday, October 30, 2006

O capital contemporâneo e as suas internacionais da morte

O capital contemporâneo e as suas internacionais da morte

A formulação de Marx, Engels e Lenine sobre o desenvolvimento histórico do sistema capitalista materializa-se: ao entrar na sua fase imperialista, a tendência para o monopólio, para a sobre-exploração, o desemprego, o aumento do exército de reserva, estão para além de qualquer previsão. Acresce a isto a guerra permanente que vai liquidando os povos, submetendo as nações, tornando-se mais agressiva. O capitalismo na sua fase imperialista, aplicando o neo-liberalismo em todos os cantos do planeta, criou os instrumentos que lhe assegurem a exploração e o saque. O FMI, o Banco Mundial, a OCDE, a OMC, a União Europeia, a OTAN, os TLC instalaram-se como internacionais da morte, globalizadoras da dor e da desesperança, responsáveis pela pobreza de metade da população mundial, da fome que mil milhões de seres humanos padecem, do desemprego de um terço da população mundial economicamente activa, de que em cada dia morrem 30 mil crianças, da qual 854 milhões de adultos não sabem ler nem escrever, de que mais de 1400 milhões não dispõem de água potável, de que anualmente 40 milhões de pessoas morrem de fome; em contraste, uns quantos monopólios concentram a riqueza, decidem a guerra e a destruição para aumentar os seus lucros.

Pável Blanco Cabrera - Secretário para as Relações Internacionais e membro da Comissão Política do Partido dos Comunistas, do México

Fonte: odiario.info

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