Saturday, October 29, 2005

Artigo sobre o fim do petróleo barato

[comentário] Estupidamente errático e optimista, mas enfim... O Pico do Petróleo nunca poderá ser adiado além de 2010. Até 2010 atingir-se-á o Pico doa a quem doer.

14/05/2004 - 19h54

Petróleo barato e abundante 'está com os dias contados'

ALEX KIRBY
da BBC

Ninguém sabe exatamente quando será esse dia, mas as pessoas de meia idade atualmente ainda devem viver para ver.

Antes disso, teremos optado por uma ou várias novas fontes de energia. E as importantes decisões que serão tomadas a esse respeito nos próximos anos vão determinar se nossos herdeiros vão nos agradecer ou nos insultar pelo nosso legado.

Sempre haverá petróleo em algum lugar, mas em breve será caro demais extrai-lo e queimá-lo - seja por razões técnicas ou porque é poluente demais, o petróleo deixará de ser viável.

Sem petróleo

Num artigo na publicação Scientific American, em 1998, Colin Campbell e Jean Laherrere concluíram: "O mundo não está ficando sem petróleo - ao menos não por enquanto".

"O que nossa sociedade vai enfrentar, e em breve, será o fim do petróleo barato e abundante do qual dependem todos os países industrializados."

Eles disseram que ainda há talvez cerca de 1 trilhão de barris de petróleo convencional por serem extraídos, embora outro levantamento geológico feito pelos Estados Unidos em 2000 tenha estimado a cifra em 3 trilhões.

Penso que o momento de pico do petróleo nunca será previsto até depois que ele tenha ocorrido. Mas isso vai ocorrer e minha análise é que não está muito distante.

São produzidos atualmente cerca de 75 milhões de barris por dia. Analistas conservadores (leia-se pessimistas) dizem que a produção petrolífera de todas as possíveis fontes terá em cerca de 2015 um pico de 90 milhões de barris diários.

De acordo com as estimativas de Campbell e Laherrere, as reservas mundiais durariam cerca de 30 anos a um extração de 90 milhões de barris diários. Ou seja, mudanças drásticas serão necessárias pouco após 2030.

Dependência

E as mudanças serão realmente drásticas: 90% do transporte mundial depende do petróleo. Mas isso vai ocorrer e minha análise é que não está muito distante.

A maioria dos produtos químicos e plásticos aos quais prestamos pouca atenção - móveis, medicamentos, sistemas de comunicação - também são feitos a partir do petróleo.

Os mais pessimistas propõem que o uso do petróleo para o transporte seja imediatamente interrompido, para que possamos mantê-lo para outras funções insubstituíveis como essas.

Em maio de 2003, a Associação para o Estudo do Pico do Petróleo e do Gás (Aspo, sigla em inglês), fundada por Colin Campbell, realizou um seminário em Paris.

Um dos palestrantes era o executivo de um banco de investimentos Matthew Simmons, ex-conselheiro do presidente americano, George W. Bush.

Pico

"Penso que o momento de pico do petróleo nunca será previsto até depois que ele tenha ocorrido", declarou Simmons. "Mas isso vai ocorrer e minha análise é que não está muito distante."

A Aspo sustenta que a data mais importante não é aquela em que o petróleo vai se esgotar, mas sim o momento de pico da produção, que vai anunciar um declínio no fornecimento. Em suas projeções, o pico deve ser atingido por volta de 2010.

Mudanças fundamentais podem ser impostas sobre nós de forma acelerada. E mesmo se ainda houver petróleo disponível, talvez deixá-lo intocado seja a melhor opção.

Muitos cientistas defendem também a redução em pelo menos 60% até 2050 as emissões do dióxido de carbono, causador do efeito estufa, para evitar problemas climáticos.

Isso significaria queimar bem menos petróleo do que se queima nos dias de hoje.

Há várias outras formas de energia, e muitas delas têm visto seus preços caírem a ponto de concorrerem com o petróleo no futuro.

Há assim, toda razão para fazer planos para uma era pós-petróleo. As mudanças serão devastadoras? Certamente será uma época diferente, mas nossos ancestrais viveram sem petróleo sem queixas.

Fonte:

Folha On-line (Brazil)

Tuesday, October 25, 2005

Assim vai a economia norte-americana...

25 de outubro de 2005 - Economia



Troca de moscas no Fed: sai Greenspan, entra Bernanke

Por Osvaldo Bertolino

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nomeou ontem (24) seu assessor econômico Ben Bernanke para o lugar de Alan Greenspan na presidência do Federal Reserve (Fed). O cargo, que equivale ao de presidente do Banco Central, é o de maior poder na estrutura da economia dos Estados Unidos. Bernanke, que deixou a função de diretor do Fed em junho passado para chefiar o conselho de assessores econômicos do presidente, é um dos mais próximos colaboradores de Bush. Ele assume o Fed com uma função bem definida: gerenciar o conservadorismo que Greenspan impôs à economia norte-americana e por extensão à maioria da economia mundial.

Defensor de metas de inflação, Bernanke afirma que o Fed pode cimentar sua "credibilidade" fixando uma taxa para deixar clara sua definição de "estabilidade de preços". O jornal The New York Times afirma que, até ser indicado por Bush, Bernanke sempre se distanciou da política partidária. Mas é uma figura afinada com a linha conservadora inaugurada por Paul Volcker, tido pela direita norte-americana como verdadeira lenda viva das finanças internacionais. O homem que entregou o Fed nas mãos de Greenspan era considerado o grande responsável por definir um novo papel dos Estados Unidos nas finanças internacionais com a chegada ao poder de Ronald Reagan e seu projeto neoliberal.

Elevação da produtividade

Greenspan já era bastante conhecido pelo mundo das finanças ao ser apontado como sucessor de Volcker — tinha sido um consultor renomado em Wall Street e trabalhado com o presidente Gerald Ford e com o próprio Reagan. Seu batismo de fogo ocorreu em 19 de outubro de 1987, apenas dois meses após tomar posse. Nesse dia, a bolsa norte-americana sofreu uma violenta queda — o índice Dow Jones registrou baixa de 23%, a maior em décadas. Em pouco tempo o pânico se espalhou nos mercados financeiros e muitos passaram a especular sobre uma possível reedição do crash de 1929.

Greenspan agiu com mão de ferro e forneceu toda a liquidez necessária para evitar a quebra em uma série de bancos atingidos pela crise. "O Fed foi vital para debelar uma situação que poderia ter sido muito séria", disse José Alexandre Scheinkman, da Universidade Princeton, em entrevista ao Portal Exame. Outra marca da mão pesada de Greenspan é a política de controle da inflação. Uma de suas teses é que o crescimento do emprego — e consequentemente da demanda — não geraria inflação devido à elevação da produtividade do trabalho. O presidente do Fed dizia que o avanço tecnológico tinha tornado ultrapassada a antiga convicção de que a elevação da produtividade (mais valor criado por hora trabalhada) resultaria em desemprego.

Nova ideologia econômica

Essa tese defendida por Greenspan ficou conhecida como "Nova Economia". Ele defendeu e ajudou a difundir esse conceito falso criado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos com o objetivo de sustentar a imagem de uma hegemonia absoluta do império também no plano econômico. A "Nova Economia" revelou-se um arranjo de idéias falsas, que soam desafinadas na realidade. As promessas em que veio revestida não se cumpriram. Segundo seus teóricos, ela seria caracterizada por novas leis econômicas emanadas da revolução tecnológica, sobretudo no ramo da informática, e da "globalização neoliberal".

A combinação desses dois fenômenos, conforme Greenspan, teria subvertido as leis que tradicionalmente regulam o desenvolvimento econômico, ou, em outras palavras, o processo de produção capitalista. O ciclo produtivo sofreria uma revolução e a mais cara idéia da nova ideologia econômica difundida pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos sustentava que a crise estaria banida dos ciclos produtivos do capitalismo. O crescimento econômico não seria mais interrompido pelas tradicionais recessões.

Bolha especulativa

A vida não aceitou essa tese. A indústria dos Estados Unidos acabou ingressando num longo período de recessão, o mercado de capitais sofreu uma severa depreciação — sobretudo a bolsa símbolo da "Nova Economia" (Nasdaq), onde muitas das ações negociadas viraram pó —, o sistema financeiro entrou numa zona de turbulência e os ativos norte-americanos despencaram. O conceito de "Nova Economia" foi dourado com diversas outras pérolas falsas do pensamento dominante, como a distorção da teoria do crescimento para mascarar a escassez de poupança interna e dependência de capitais estrangeiros nos Estados Unidos.

Outra distorção foi a ilusão de que as ações da "nova era" podiam subir indefinidamente sem lastro nos lucros. Essa história terminou com os falsários que comandavam poderosas multinacionais norte-americanas (e algumas européias) manipulando balanços e forjando lucros para iludir investidores e manter no espaço a valorização de suas ações, ampliando a bolha especulativa que acabou estourando e provocando prejuízos espetaculares. A falsidade dos balanços, em cujo rastro segue a crise financeira, é tudo que restou da "Nova Economia".

Mercado de vender fumaça

No entanto, a popularidade de Greenspan manteve-se alta. Ocorre que a alternância de republicanos e democratas no poder não implica em maiores conseqüências no campo econômico. Aqui no Brasil, a mídia lhe confere um generoso espaço e um respeito que beira a idolatria. Ele é tratado como um oráculo moderno, o todo poderoso das finanças internacionais, a cujas palavras atribui-se o poder de mover os "mercados" para um lado ou outro. Mas é preciso alertar que Greenspan é um deus apenas do ponto de vista dos imperialistas norte-americanos e seus lacaios pelo mundo. Sob um outro ângulo, a vida mostrou que este bezerro de ouro dos poderosos não passa de um charlatão.

Uma das conseqüências de sua política é que nos últimos anos uma enxurrada de capital especulativo invadiu o chamado Terceiro Mundo. Mais recentemente, esse fluxo começou a ser alterado — criando uma "disputa" por juros mais altos — assim que Greenspan começou a elevar os juros da economia norte-americana. Ou seja: a alta dos juros por lá faz com que os Estados Unidos comecem a dragar a maior parte da liquidez internacional. Esse é o problema de termos uma economia dependente desta ciranda financeira. O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), diz que a economia no Brasil virou um mercado de vender fumaça. "O problema dessa política econômica é que ela não é boa nem ruim, é inútil", afirma. Com Bernanke no Fed e a devoção dos conservadores da área econômica do governo Lula ao "mercado", ela continuará inútil.

Fonte:

Diário Vermelho

Tuesday, October 18, 2005

Dois comandos norte-americanos prepravam um atentado è bomba contra civis, que culpariam na Resistência Iraquiana

Diario de la resistencia iraquí

Octubre de 2005

Elaboración: CSCAweb (www.nodo50.org/csca)

6 al 12 de octubre

Dos comandos norteamericanos disfrazados de árabes, descubiertos y detenidos por la multitud cuando se proponían hacer estallar un coche bomba en Bagdad; opción El Salvador, asesinatos sectarios, provocaciones para la guerra civil.
El martes 11 de octubre, un grupo de vecinos atraparon a dos norteamericanos disfrazados de árabes, que intentaban detonar un coche bomba en una zona residencial del barrio de Al-Ghazaliya, en Bagdad, informaba la agencia Quds Press. Al parecer, algo llamó la atención en el vehículo "Caprice" que aparcaron los dos agentes estaodunidenses en una populosa calle de la zona. Los dos terroristas fueron detenidos por la multitud cuando intentaron darse a la fuga; los ciudadnos descubrieron entonces que eran extranjeros, y llamaron a la policía. Lo sorprendente no es que agentes secretos de los ocupantes cometieran actos de terrorismo guerra sucia contra civiles iraquíes; lo sorprendente es que cinco minutos después de que apareciera la policía iraquí, se presentó un fuerte contingente de tropas estadounidenses en la zona, rodeándola. Recogieron a los dos comandos, los metieron en un Humvee y toda la tropa partió a gran velocidad de la zona, entre la ira y la confusión del gentío. En conversación telefónica con Quds Press, una fuente de la comisaría de policía de Al-Ghazaliya confirmaba el incidente, reconociendo que ambos individuos eran extranjeros no árabes, pero declinaba precisar la nacionalidad.

La principal excusa de las tropas de ocupación para la permanencia en Iraq es la "presencia" de Al-Zarqaui. Tal "presencia", literalmente virtual, limitada a grabaciones de audio y mensajes colgados en internet, parece ser razón suficiente para que cientos de miles de soldados y mercenarios extranjeros permanezcan en Iraq. Sin embargo, cada vez son más los iraquíes que dudan de la existencia del jordano de la pata de palo, y que afirman que sólo se trata de un fantasma creado por EEUU para sembrar el desasosiego y la inseguridad en el país. La misma credibilidad inspiran las declaraciones británicas sobre la actividad de sus SAS en Basora; según Londres, estaban "cazando terroristas". Pero para muchos iraquíes los soldados tenían el objetivo de asesinar a ciudadanos shiíes, para culpar a los sunníes y provocar así una guerra civil. Estos son los datos que las agencias AP y SA vuelcan en un reportaje que dice bastante de las intenciones reales de EEUU y sus aliados acerca de promover la estabilidad y la democracia, y vuelve a confirmar una vez más, que de alguna forma la manida opción El Salvador se encuentra totalmente en marcha.

En una entrevista con Associated Press, Amer Al-Husseini, ayudante de confianza de Moqtada Al-Sadr, aseguraba que "Al-Zarqaui es un mito que EEUU ha creado para ponerle cara al terrorismo que desean se instale en este país para justificar su presencia continuada. Si no hubiera terrorismo en Iraq, no habría razón alguna para que EEUU se quedara, y esto haría mucho más difícil para ellos forzar a los iraquíes a aceptar esta Constitución".

A veces, la prensa apesebrada del colonialismo comete errores de cálculo en la defensa puntual de aspectos concretos de los intereses de la potencia a que se deben. El londinense The Sunday Times informaba el 10 de octubre de un hecho que en CSCAweb ya publicamos en agosto de 2005. The Sunday Times daba conocimiento del asesinato masivo de 22 hombres en un barrio de Bagdad, ocurrido el 8 de agosto, a manos de las brigadas Badr. Los hombres, que aparecieron dos días después don un o dos tiros en la cabeza, a 70 kms de Bagdad estaban casados en su mayoría con mujeres shiíes. El que un medio británico saque esta noticia a la luz, tres meses después de que se desarrollaran los hechos sólo se puede entender en el actual contexto de roces y tensiones entre el colonialismo británico y sus díscolos colaboracionistas pro-iraníes. Y de ello se deduce que hace tres meses, estos datos ya eran conocidos bien por sectores de la prensa británica, bien por la inteligencia británica, o probablemente por ambos.

Por otra parte, cada vez son más abrumadoras las evidencias de una sólida política de provocaciones y asesinatos sectarios por parte de escuadrones de la muerte contra ciudadanos, destacados o no, contrarios a la ocupación, lo que configura la plasmación en los hechos de la más que denunciada opción El Salvador. Son 539 los cadáveres reconocidos que han aparecido con un tiro o dos en la cabeza desde que se formara el gobierno interino en abril de 2004. Dos más aparecieron el pasado viernes 7 de octubre aparecían dos más, y al igual que en tantas ocasiones, familiares y vecinos de los desaparecidos y asesinados denunciaron que habían sido raptados por miembros de las brigadas Badr, el brazo armado paramilitar del pro-iraní y pro-ocupación Consejo Supremo para la Revolución Islámica en Iraq (CSRII). Hasta la fecha sólo se ha podido determinar la identidad de 160 cadáveres: 116 sunníes, 43 shiíes y un kurdo.
El Seij Abdul-Salam Al-Kubaisi, destacado miembro de la Asociación de Ulemas, acusó al ministro de Interior de efectuar "un genocidio contra los árabes sunníes en Iraq, con el consentimiento de las fuerzas estadounidenses", para situarlos "fuera del proceso político". Al-Kubaisi acusó directamente a las brigadas Badr de los crímenes.
Así mismo, el Sheij Ahmed Abdul Ghafour Al-Samaraie, líder de Patrimonio Sunní, una agencia gubernamental encargada del mantenimiento de mezquitas y santuarios sunníes, hizo un llamamiento para formar grupos populares de autodefensa en los barrios de Bagdad, para protegerse contra grupos sospechosos.

El pasado 12 de octubre, Mufakirat Al-Islam informaba que un grupo de 50 efectivos de las brigadas Badr procedían a una nueva detención en masa de sunníes en la zona de la península de Al-Fau, en Basora. A la hora de romper el ayuno del Ramadán, se procedía a 36 asaltos sobre tantas viviendas, deteniendo a un total de 44 personas, todas sunníes.
Según informaban vecinos de la zona, las milicias Badr estaban estableciendo sus propios puestos de control militar en el área, con consentimiento de las tropas británicas, deteniendo en su tarea a todo ciudadano sospechoso de ser sunní. Al parecer, éste sería el cuarto operativo masivo de arrestos desde el 5 de octubre, obedeciendo todo a ello a una política de presión para facilitar la limpieza étnica-religiosa.

Así el pasado 11 de octubre, las brigadas Badr volvieron a protagonizar un cruento incidente; al anochecer, efectivos armados de las mismas asaltaron a sangre y fuego una vivienda familiar en el barrio de Al-Ghazaliya, provocando la muerte de nueve miembros de la familia: el padre, Al-Hayy Zayd Al-'Ani, cuatro chicas, la madre, dos adolescentes y el anciano padre de Al-Hayy Zayd. Al-Hayy Zayd era un conocido intelectual musulmán, autor de un libro sobre educación islámica muy utilizado en las escuelas primarias del país.

En esa línea de provocación sectaria por un lado y de acoso de autoridades iraquíes opuestas a la ocupación, tropas de EEUU procedieron a lo largo de toda la semana a detener a varios imames de la ciudad de Baquba que habían criticado en sus sermones el proyecto de constitución colonial, afirmando que el objetivo de dicho documento es partir Iraq en pequeños estados sectarios, destruir la unidad iraquí, acabar con el carácter árabe de Iraq y facilitar el saqueo de las riquezas naturales del país. Los arrestos comenzaron durante el sermón de los viernes; al menos cinco imames fueron detenidos en cinco mezquitas de la ciudad, incluyendo las destacadas de Kubbah, Al-Rasul y Al Gudud.

Fonte: Comité de Solideriedade com a Causa Árabe

A Crise do Petróleo cria novo foco de instabilidade

Fonte: Diário Vermelho

18 de outubro de 2005
ESPANHA

Caminhoneiros espanhóis iniciam greve de tempo indeterminado


Os caminhoneiros espanhóis iniciaram ontem (15) uma greve, de tempo indeterminado, convocada pela Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM), em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.

A organização decidiu manter a convocação à greve depois de uma reunião de seus líderes com representantes dos ministérios do Fomento, Trabalho, Economia e Interior, embora reconhecendo que foram obtidos avanços.

Com a greve já em marcha, os trabalhadores se reuniram ontem com autoridades do governo para negociar uma saída para os problemas do setor, após o forte aumento dos combustíveis. Paga-se hoje cercad e 95 centavos a 1,10 euros por litro de combustível.

Os trabalhadores pedem ajuda ao governo para fazer frente a uma crise conjuntural e estrutural causada pela baixa competitividade e pela repercussão desses preços no setor. Há outros aspectos em discussão, além dos preços da gasolina e do diesel.

Os líderes sindicalistas destacam a boa vontade do ministério do Fomento, mas fazem fortes críticas aos outros ministérios, como ao do Trabalho. O principal ponto de choque com o ministério se refere ao tema das doenças profissionais, algo que o ministério entende como irreversível.

Os sindicalistas exigem que essa questão seja resolvida da mesma forma que as aposentadorias antecipadas porque consideram essa política mais justa, melhor para a segurança do trânsito e empresas, além de rejuvenescer o setor.

Com informações da Agência Prensa Latina

Torture and misery in the name of freedom




Torture and misery in the name of freedom

There are no more words to be said All we have left are the bombs Which burst out of our head All that is left are the bombs Which suck out the last of our blood All we have left are the bombs Which polish the skulls of the dead.
The Bombs by Harold Pinter from War courtesy of Faber and Faber

By Harold Pinter
Winner of the Nobel Prize for Literature

10/14/05 "The Independent" -- -- The great poet Wilfred Owen articulated the tragedy, the horror - and indeed the pity - of war in a way no other poet has. Yet we have learnt nothing. Nearly 100 years after his death the world has become more savage, more brutal, more pitiless.

But the "free world" we are told, as embodied in the United States and Great Britain, is different to the rest of the world since our actions are dictated and sanctioned by a moral authority and a moral passion condoned by someone called God. Some people may find this difficult to comprehend but Osama Bin Laden finds it easy.

What would Wilfred Owen make of the invasion of Iraq? A bandit act, an act of blatant state terrorism, demonstrating absolute contempt for the concept of International Law. An arbitrary military action inspired by a series of lies upon lies and gross manipulation of the media and therefore of the public. An act intended to consolidate American military and economic control of the Middle East masquerading - as a last resort (all other justifications having failed to justify themselves) - as liberation. A formidable assertion of military force responsible for the death and mutilation of thousands upon thousands of innocent people.

An independent and totally objective account of the Iraqi civilian dead in the medical magazine The Lancet estimates that the figure approaches
100,000. But neither the US or the UK bother to count the Iraqi dead. As General Tommy Franks of US Central Command memorably said: "We don't do body counts".

We have brought torture, cluster bombs, depleted uranium, innumerable acts of random murder, misery and degradation to the Iraqi people and call it " bringing freedom and democracy to the Middle East". But, as we all know, we have not been welcomed with the predicted flowers. What we have unleashed is a ferocious and unremitting resistance, mayhem and chaos.

You may say at this point: what about the Iraqi elections? Well, President Bush himself answered this question when he said: "We cannot accept that there can be free democratic elections in a country under foreign military occupation". I had to read that statement twice before I realised that he was talking about Lebanon and Syria.

What do Bush and Blair actually see when they look at themselves in the mirror?

I believe Wilfred Owen would share our contempt, our revulsion, our nausea and our shame at both the language and the actions of the American and British governments.

Adapted by Harold Pinter from a speech he delivered on winning the Wilfred Owen Award earlier this year 'A colossal figure'

Fonte: Information Clearing house

OMS adverte que gripe aviária em humanos pode virar pandemia

Fonte: Diário Vermelho

18 de outubro de 2005
SAÚDE

OMS adverte que gripe aviária em humanos pode virar pandemia



O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Lee Jong-Wook, afirmou ontem (15) que é "certo" que a gripe aviária se tornará uma pandemia humana, e que só é "questão de tempo" para acontecer a mutação do vírus H5N1 para outro que possa ser transmitido entre humanos.

"Haverá uma pandemia. Só falta uma condição, que o vírus se propague rapidamente de pessoa a pessoa", disse o diretor da OMS durante um discurso em reunião da União Interparlamentar (UIP), em Genebra.

A OMS já advertiu aos Governos de todos os países que estejam preparados diante de uma eventual epidemia, porque o mortal vírus da gripe aviária tem "grande capacidade de mutação", e poderia ser transmitido entre humanos, lembrou Lee.

O diretor-geral da OMS disse que "não se sabe quando acontecerá, mas o novo vírus pode aparecer a qualquer momento".

Sobre o custo social e político da temida pandemia, o responsável da OMS advertiu que será "enorme", por isso "nenhum estado ou Governo pode permitir que a doença o pegue desprevenido".

Lee lembrou que a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), com menos de mil casos, provocou perdas de cerca de US$ 30 bilhões.

"Quanto mais avançarmos nos preparativos, melhor protegeremos a população da doença, da morte ou do pânico destrutivo", disse o responsável da OMS.

Neste sentido, Lee pediu que todos os Governos se preparem o melhor possível para enfrentar a pandemia, já que "todos serão capazes de responder rapidamente e com eficácia quando chegar o momento".

Na sua opinião do diretor-geral da OMS, também é necessário "encontrar vias para ajudar os países mais pobres", que não têm tanta capacidade para elaborar seu próprio plano nacional de ação.

O que é a gripe das aves?

A gripe das aves, também chamada gripe do frango, peste dos pássaros e influenza aviária, foi identificada pela primeira vez em 1878, na Itália, como uma doença grave dos frangos.

Este mal pode assumir formas benignas, como problemas para por ovos ou penas eriçadas, ou altamente patogênicas, similares a um "Ebola do frango", que mata as aves de criação em menos de 48 horas, lembrou em janeiro passado um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde 1959, quando uma primeira forma extremamente patológica da gripe das aves foi identificada na Escócia, devido também a um vírus H5N1, vinte focos de gripe das aves foram registrados no mundo, mas apenas sete tiveram uma propagação importante para vários criadouros e apenas um se espalhou para outros países, segundo a OMS.

Diferentes vírus gripais A de subtipo H5 ou H7 podem ser a causa, inclusive o H5N1, responsável pelos primeiros casos humanos fatais em 1997, em Hong Kong (18 casos, seis deles mortais).

"Historicamente, as infecções humanas por vírus gripais aviários são extremamente raras e a maior parte destes vírus só causou patogenias benignas no ser humano, manifestando-se com freqüência por uma conjuntivite viral, seguida de cura completa", acrescentou a OMS neste relatório destinado a avaliar os riscos de uma pandemia de gripe humana nos próximos anos.

No início de 2003, um vírus H7N7 causou a morte de um veterinário e dezenas de outros casos de infecções benignas (conjuntivites) em pessoas na Holanda.

O vírus H5N1 ressurgiu em Hong Kong em fevereiro de 2003. Meses depois, chegou a Coréia, Vietnã, Tailândia e outros países do sudeste asiático, causando uma elevada mortandade entre aves de criação.

"Nunca antes a gripe das aves altamente patogênica havia causado epidemias simultâneas em um número tão grande de países", destacou a OMS. Esta organização insistiu na catástrofe que representa este mal para a agricultura dos países afetados e os riscos em potencial para o ser humano de uma mutação do H5N1 que poderia causar uma pandemia de gripe humana.

Até agora, a epizootia afetou os seres humanos de uma forma muito marginal. Desde o fim de 2003, pelo menos 117 casos de infecções humanas foram registradas, das quais 60 mortais.

A cepa H5N1, muito patogênica para as aves, também pode ser transmitida pelos patos de criação que não apresentarem sintomas da doença, alertou a OMS, explicando que neste caso os produtores dificilmente poderiam se proteger de uma possível infecção.

Com agências internacionais