Thursday, September 29, 2005

Recrudesce a guerra no Afeganistão, sinal de força da guerrilha

Pacto do Atlântico Norte enviará mais 6 mil soldados para o Afeganistão

A Otan deve enviar mais 6 mil soldados para aumentar sua presença no sul do Afeganistão, no primeiro semestre do ano que vem, segundo informaram ontem (28) fontes do Pacto do Atlântico Norte.

Canadá, Reino Unido e Holanda já se ofereceram para cobrir 85% dessas necessidades, segundo as fontes. As forças de ocupação contam, por enquanto, com cerca de 10 mil militares em Cabul, no norte e no oeste do Afeganistão, onde exerce trabalhos de estabilização e reconstrução. Em maio, planeja estender a missão ao sul e mais adiante ao leste. Por enquanto, concentram-se nessas áreas os cerca de 20 mil soldados da operação de invasão e ocupação comandada pelos EUA.

As autoridades militares da Aliança devem apresentar em outubro um plano operacional para decidir a relação entre a Isaf e a operação conduzida pelos EUA à medida que o Pacto for aumentando sua importância no Afeganistão.

Segundo as fontes do Pacto, está previsto que os Estados Unidos mantenham quatro das seis Unidades de Reconstrução Provincial (PRT) com as quais contam no sul do Afeganistão e transfiram duas à coalizão invasora. O secretário-geral do Pacto do Atlântico Norte, Jaap de Hoop Scheffer, e o pleno do Conselho Atlântico viajarão na próxima terça-feira ao Afeganistão.

Fontes:
Diário Vermelho
Com agências internacionais

A Experiência Cubana de Pós-Pico

"Next came a video put together (but not quite finished) by Faith Morgan on the results of two trips to Cuba to explore the experience following that country's 50% oil shock after the collapse of the Soviet Union. Many people think this is an interesting laboratory for peak oil - what happens to a somewhat developed industrial-agricultural economy following major oil supply loss. The story in the video, which is fairly compelling, is that the Cubans suffered massive hardship, but came through it. They made a top down decision to completely switch from a Soviet-style collectivized industrial agriculture to small-scale organic production (in many cases giving farmers long-term individualized land tenure for the first time), and made widespread use of urban gardens. They imported millions of bikes from China, and used extensive bus runs to get people around. During the "special period", they lost 30lb on average! But very few people died and the regime survived. Their diet has improved enormously as they eat much more fresh produce now. The experience contrasts sharply with that of North Korea which faced a similar problem, didn't adapt, and ended up with massive starvation.

One of the points that was particularly interesting in the video is that it seems the Cubans had written contingency plans for major oil supply loss, in case of a US blockade of the island. One of the speakers asserted that this was critical to their success - they only had time to carry out one plan, and if they'd been making it up as they went, they probably wouldn't have made it."

Fonte:

In Oil Drum

Porto Rico: depois do assassinato do guerrilheiro

Hasta siempre, comandante Filiberto


Filiberto Ojeda Ríos, o guerrilheiro patriota amado pelo povo de Porto Rico

Assassinato de líder independentista faz comunistas conclamarem à luta


Depois da morte do líder independentista porto-riquenho, Filiberto Ojeda Ríos, cometido pelo FBI no dia 24 de setembro, em Porto Rico, os comunistas porto-riquenhos estão conclamando aos trabalhadores que se integrem a luta pela independência do país, contra os partidos coloniais. Líder do Exército Popular Porto-riquenho "Los Macheteros", Ríos tinha 72 anos e foi brutalmente assassinado e sua esposa, Elma Beatriz Rosado Barbosa, também militante da organização, presa. Desde 1990 era procurado pelo FBI, que oferecia uma recompensa de US$ 500 mil a quem informasse sobre o seu paradeiro.

Em nota, a Refundação Comunistaorganização marxista leninista que tem o objetivo de formar e consolidar o Partido Comunista de Porto Rico – faz um chamado a que o povo trabalhador se organize politicamente em um partido independente dos partidos coloniais, e se preparar para as lutas que se aproximam. O grupo se refere ao assassinato de Ojeda Rios como o primeiro tiro em uma guerra em que “nosso inimigo pretende desmantelar as poucas conquistas sociais que temos ganhado em nossas lutas atrás de décadas”.

“Os partidos coloniais não são outra coisa senão agentes repressivos nesta escalada de violência contra o povo”. A nota afirma que Ojeda Rios representava “toda a rebeldia que sente nosso povo contrário ao sistema que nos mantém subordinados aos interesses do capitalismo dos Estados Unidos. “Essa rebeldia é a que pensa, o FBI, que pode sufocar assassinando à pessoa que o encarna, lançando ao país a odiosa e covarde infâmia de que Filiberto cometeu o suicídio no dia do Grito de Lares, o que nossa própria imprensa rechaçou como uma mentira gritante”.

No texto, a Refundação Comunista afirma que não é nem nunca será uma organização adepta às interpretações conspiratórias dos eventos. “Mas, a ninguém escapa a conclusão de que as autoridades federais em Porto Rico estão ensaiando uma operação com a que pretendem impor o fascista ‘Ato Patriota’ como medida de repressão às correntes fervilhantes de libertação, e a intensificação das lutas de classes, que auguram o começo de uma nova etapa revolucionária na colônia”.

Trata-se de um desafio a todo o país, diz a organização. “Somos um povo no qual domina o poderio armado do invasor, na representação de seus interesses de Wall Street. Mas, é uma operação destinada a fracassar”. Graças a arrogância dos EUA e suas táticas assassinas, diz a nota, a única coisa que nos lembram é que o caminho do nosso progresso e bem-estar é a organização revolucionária do povo, e o mais inteligente e audaz plano de luta popular.


Da esquerda para a direita, os "macheteros": Luis Colon Osorio, Filiberto Ojeda Ríos, Orlando Gonzalez Claudio, Ivonne Melendez, Juan "Junior" Segarra Palmer e sua mulher Luz "Mima" Berrios

Solidariedade

Em discurso no plenário da Assembléia Legislativa da Bahia, o deputado comunista Javier Alfaya, vice-presidente nacional do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), protestou contra o assassinato de Ojeda Ríos e a prisão de sua esposa. “Quero, aqui, em nome do PCdoB, em meu próprio nome e em nome do Cebrapaz reafirmar a nossa solidariedade ao povo porto-riquenho, aos imigrantes porto-riquenhos dos Estados Unidos e repudiar a atitude da polícia de investigações do FBI”.

Na sua opinião, o assassinato de Ojeda Ríos revela, mais uma vez, o caráter agressivo do governo do presidente do EUA, George Bush, e da ameaça que significa a continuidade dessa administração para os povos que querem se realizar enquanto país e nação e para o mundo que aspira por paz. Os episódios de violência que se sucedem na América do Sul nas últimas décadas mostram como as grandes potências, especialmente os EUA, têm se dedicado a perseguir lideranças populares e a reprimir movimentos, partidos políticos, entidades e organizações diversas.

Fonte: Diário Vermelho

Da Redação
Colaborou Hilda Fausto

Tuesday, September 27, 2005

Vietnã concluiu estudo sobre vítimas de agente laranja


Um estudo sobre as condições de vida das vítimas do Agente laranja foi concluído esta semana nas províncias centrais do Vietnã. O resultado será revelado em uma conferência nacional dedicada ao tema em março do ano que vem, informou a mídia vietnamita ontem (26).

O agente Laranja, um produto químico de altíssima toxidade, cientificamente conhecido como dioxina, foi despejado pela aviação militar americana no Vietnã durante a guerra. Os invasores tinham como objetivo desfolhar as florestas para encontrar os guerrilheiros da resistência vietnamita, que se escondiam, muitas vezes, na densa floresta do país.

As pessoas que estiveram em contato com essa substância química sofreram danos à saúde e seus descendentes tiveram horríveis deformações genéticas.

No Vietnã há mais de meio milhão de pessoas afetadas pela dioxina que, na maior parte, dependem da ajuda do Estado e das organizações humanitárias para sobreviver, e que por causa das seqüelas ficaram inválidas.

Um grupo de advogados americanos apresentou o caso ante os tribunais de seu país, exigindo uma indenização às empresas que fabricaram o produto.

Em 10 de março deste ano um tribunal federal julgou a ação improcedente, mas uma nova apelação foi feita na Corte Suprema, que deverá analizar a questão em março de 2006.

O resultado do tribunal foi repudiado pelo governo do Vietnã e também por um grande número de personalidades, inclusive por organizações humanitárias americanas.

A pesquisa se deteve mais nas províncias centrais, principalmente em Da Nang, onde o exército americano tinha uma gigantesca base militar e dispunha de armazéns repletos do Agente Laranja.

Milhares de famílias foram entrevistadas pelos pesquisadores sobre o impacto que a contaminação com dioxina produziu em suas vidas, e os cuidados especiais, materiais, espirituais e médicos que são necessários para atender os integrantes dos lares dos atingidos pelo produto químico.

Na conferência nacional partiparão cientistas e especialistas em ciências sociais, com o objetivo de estudar as melhores saídas para ajudar essas vítimas da guerra.


Fontes:

Prensa Latina
Diário vermelho

Sunday, September 25, 2005

Geopolítica da Moeda do Petróleo: Europa, China, Irão e os Estados Unidos.

Geopolítica da Moeda do Petróleo: Europa, China, Irão e os Estados Unidos.

12 de Setembro de 2005

Por William Clark

http://peakoil.com/static/editorial/Oil_Currency_Geopolitics.htm

"Nós [Estados Unidos] estamos a receber empréstimos de $1,9 biliões de dólares por dia de estranhos (quase metade da China e seus vizinhos) para financiar não apenas cortes de impostos massivos, mas a nossa [pesada] máquina militar também."

Wednesday, September 21, 2005

Terroristas brancos? que ironia hã...

Iraque: Britânicos disfarçados de árabes iriam cometer atentado


Depois que tanques das forças invasoras britânicas libertaram a força dois dos seus soldados — detidos pela polícia colaboracionista iraquiana enquanto circulavam disfarçados de árabes em um carro carregado de armas e explosivos —, uma multidão indignada atacou os blindados e suas tripulações. O fato ocorreu na segunda-feira (19) em Basra, sul do país.

O incidente resultou em duas mortes de civis iraquianos. Porta-vozes do religioso xiita al-Sadr afirmaram que os dois soldados britânicos presos "se dirigiam a um santuário xiita em para disparar contra as pessoas reunidas ali". A semana foi marcada por duros enfrentamentos entre os britânicos e a resistência xiita da cidade, por causa da detenção de seguidores do religioso Muqtada al-Sadr acusados de "terrorismo".

Os dois militares foram interrogados ontem por um juiz. "Dirigiam um veículo civil e estavam vestidos com roupas civis quando aconteceu o tiroteio com a patrulha da polícia", informou um funcionário iraquiano. Fotografias divulgadas pela imprensa mostravam os dois militares vestidos com roupas árabes. Fontes da polícia afirmaram que eles vestiam roupas tradicionais árabes durante a sua "missão secreta".

Policiais de uma patrulha desconfiaram dos dois e se aproximaram. "Foram recebidos com balas e depois foram capturados", disse Mohamed al Abadi, funcionário do governo de Basra. No veículo encontraram armas e material explosivo.

Após a prisão, centenas de pessoas incendiaram um carro de combate britânico, atacando sua tripulação. Dois iraquianos morreram nos distúrbios. O carro de combate tratou de recuar, mas foi alcançado por coquetéis Molotov e em seguida cercado por uma multidão. Com o veículo em chamas, um soldado tentou deixar o veículo e foi apedrejado pela multidão.

Os manifestantes protestavam a favor da prisão dos ingleses. Pouco depois as tropas britânicas cercaram a sede dos serviços secretos iraquianos com veículos blindados e exigiram a libertação dos militares. Com a negativa dos iraquianos, os carros de combate adentraram a sede quebrando os muros e resgataram os dois militares das mãos da polícia iraquiana. Enquanto as autoridades britânicas "investigam" o incidente, os liberais e conservadores, em Londres, exigem a retirada das tropas do Iraque.

O deputado xiita Fatá al-Sheikh, representante do religioso Muqtada al-Sadr, afirmou que tinha informações seguras de que os britânicos detidos "iriam até o santuário xiita de Basra para atirar contra as pessoas que estivessem ali reunidas".

Apesar dos britânicos terem disparado contra os policiais iraquianos no momento de sua detenção, fontes oficiais do Reino Unido afirmam — de forma paradoxal — que seus dois soldados "atuavam de forma secreta, de acordo com as autoridades iraquianas". As mesmas fontes asseguram também que os prisioneiros "não foram libertados com o uso da força". As declarações do comando militar britânico são patéticas diante da imagem dos muros destroçados pelos blindados.

Esses fatos parecem demonstrar, mais uma vez, que os ocupantes têm implicação direta — nesse caso sem intermediários locais — na onda de atentados terroristas indiscriminados contra objetivos civis, que tem atravessado o Iraque nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, procuram implicar a resistência nesses atentados.

Fontes:
Diário Vermelho
Rebelión

Assim vai a economia dos EUA

Fed aumenta juros pelo 11º mês nos EUA; consumo cai

O Federal Reserve (Fed) elevou ontem (20) a taxa de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual pelo 11º mês seguido e disse que o furacão Katrina terá apenas efeito temporário sobre a economia. A decisão de aumentar a taxa para 3,75% já era esperada. No entanto, um membro do Fed votou por manutenção, enquanto nove optaram pela alta. A taxa está no maior nível desde junho de 2001, embora as taxas de juros de longo prazo, determinadas pelo mercado financeiro, continuem próximas dos menores patamares da história.

O Fed adotou a política de aumentos de juros para evitar que a inflação disparasse no país, com a retomada do crescimento da economia. A inflação no país, no entanto, vem ganhando força. O CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos registrou alta de 0,5% em agosto, mesma variação registrada em julho. O PPI (sigla em inglês para índice de preços ao produtor) no país subiu em agosto 0,6% - desaceleração em relação ao índice de julho, que teve alta de 1%, mas ainda assim um aumento.

Grandes vilões

Os preços da energia foram os grandes vilões dos aumentos de preços nos nos últimos meses. No varejo, subiram 5% no mês passado, com alta de 7,9% nos preços dos produtos ligados ao petróleo. No atacado, os preços dos produtos derivados do petróleo no atacado subiram 2,3% no mês passado, contra a alta de 6,7% registrada em julho. Por trás dos aumentos nos preços da energia, por sua vez, estão as altas do petróleo. Com a produção de petróleo e gasolina interrompida devido à passagem do Katrina pelo golfo do México, o barril da commodity chegou a US$ 70,90 no último dia 30.

Um dos fatores mais observados pelo Fed para avaliar o cenário econômico dos Estados Unidos é o comportamento dos dados sobre consumo no país. Os dados de agosto não chegam a ser animadores: as vendas no varejo no país caíram 2,1% no mês passado, principalmente devido à queda de 12% nas vendas de automóveis no mês passado. Mesmo excluídas as vendas de automóveis, o dado não chega a ser positivo: houve crescimento de 1%, em boa parte, no entanto, devido não a um aumento no volume de vendas, mas ao aumento nos preços da gasolina.

Aposentadoria

Consideradas as vendas de automóveis, mas sem as vendas nos postos de gasolina, o resultado teria sido uma queda ainda maior no mês passado, de 2,8%, devido à queda de demanda em diversos setores. Uma queda no consumo pode ter efeitos perniciosos para a economia norte-americana, uma vez que a taxa de poupança (enquanto porcentagem dos ganhos após os impostos) no país está nos níveis mais baixos já registrados. O consumo é hoje o motor da economia norte-americana, respondendo por cerca de dois terços de toda a atividade econômica.

O presidente do Fed, Alan Greenspan, deve manter a política de altas de juros até a reunião do dia 31 de janeiro de 2006, quando deverá deixar o banco. A expectativa é de que Greenspan deixe a taxa de juros do Fed entre 4% e 4,5% antes de se aposentar. Greenspan está à frente do Fed desde 1987, quando assumiu o cargo nomeado pelo então presidente Ronald Reagan.

Fontes:
Diário Vermelho
Com agências internacionais

Sobre o furacão Rita



A Rita está aí a ameaçar de novo os Estados Unidos rasgando as nuvens a 185 kph e já é um furacão de categoria 3. Depois do Katrina os estados do Loisiana e do Texas continuam a estar em perigo. Os trabalhos de reconstrução pós Katrina são de novo afectados, agora não por negligência mas por uma nova catástrofe, as plataformas petrolíferas são evacuadas, as populações fogem. O preço do petróleo aumenta com receios fundadas de potenciais (ou mais que certos) estragos em plataformas, pipelines e refinarias na já precária e semi-paralisada região do Golfo do México. Uma situação de alerta a seguir par e passo no blogue de discussão energética, Oil Drum.

Fontes:
National Hurricane center (US)
Aljazeera.net
Bloomberg
The Oil Drum

Está bem...

Agora vamos mesmo tomar banho e já voltamos.

Felisberto e Teresa